O brilho no chão é o saco que traz o sustento de mais um irmão. São pessoas e não monstros, adultos como alguns de nós, que infelizmente aprisionados a vícios fazem da rua sua morada e da reciclagem seu sustento, buscando na atividade o suficiente para comprar sua pinga ou não roubar pela pedra.
O discurso de catadores como agentes ambientais esconde ou tenta esconder a real situação daqueles que não possuem outra atividade a não ser catar para não roubar, e isso transpassa a situação daqueles que moram na rua tendo abrangência entre todas as formas de exercer a função de catador. O caso daqueles que moram na rua se agrava quando percebemos que os mesmos estão presos a necessidade de consumir a única coisa que lhe traz algo parecida com prazer.
Quem aceita a ideia de catador como agente ambiental busca dar mais dignidade a tal atividade, o faz para se sentir melhor. São os mesmos que (guardadas as proporções para evitar a confusão) acreditam que devemos sujar a cidade para garantir o emprego do gari.
Uma ótima vadiagem a todos. Que o ócio criativo nos acompanhe para todo e sempre. AMÉM.

Nenhum comentário:
Postar um comentário